sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Conheça "Essa Menina", a Esperança, filha dessa terra chamada Brasil

A garota que conduz a narrativa chama-se Esperança, mas todos a chamam de Essa Menina. “Minha mãe teve 19 filhos. No Nordeste, no meio desse monte de criança, todos são chamados de  ‘esse menino’, ‘essa menina’”, explica a autora. E é com esse nome que a personagem-título vai crescendo, num bairro pobre da periferia de uma cidade nordestina, num ambiente de homens e mulheres fortes e sofridos.  Curiosa, irrequieta, atrevida, vai enfrentando medos e descobrindo a vida, em meio ao catolicismo tradicional de uma tia, as práticas do candomblé de uma vizinha negra, a dureza silenciosa de uma misteriosa índia velha agregada da casa e as crenças políticas materialistas do pai – um comunista sempre perseguido pela polícia, desde os tempos do primeiro governo Vargas até o regime militar.

Tina Correia, nascida e criada em Sergipe, professora aposentada da rede municipal do Rio, levou 30 anos escrevendo seu primeiro livro, o romance Essa Menina, que ela vem lançar na FLIM, no sábado 27 de agosto, às 15h30. Narrado pela voz da menina do título, o livro mistura memórias da vida da autora, fatos reais acontecidos a outras pessoas e pura e simples ficção. O resultado é uma narrativa saborosa, às vezes triste, frequentemente engraçada, que dialoga com a história recente do Brasil. E quem já leu Essa Terra, de Antônio Torres, o homenageado da FLIM 2016, logo descobre que Essa Menina é um contraponto - feminino e mais urbano - de Totonhim. Uma feliz coincidência que venham se encontrar aqui em Santa Maria Madalena, porque não resta dúvida: Essa Menina também é filha de Essa Terra

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